No dia 8 de março se marca o Dia Internacional da Mulher, data celebrativa que não contempla o histórico de resistências das mulheres indígenas e pretas, fundamentais na construção da sociedade brasileira. Há também em 25 de julho, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha que inclui estas outras experiências de luta.
O Baobá, enquanto grupo de estudos, é solidário com os movimentos de luta por emancipação da mulher nos diversos territórios mundo afora. Ressaltamos também que a nossa história nacional foi/é construída por mulheres pretas (e não brancas em geral), construção essa que também passa de forma especial pelo exercício da intelectualidade e da produção de conhecimento.
E em honra dessas mulheres, que partilham seus saberes, como também pelas nossas ancestrais, é que prestamos nossa reverência e respeito, pela luta contra o racismo estrutural e as demais formas de opressão cis-hétero-branca-patriarcal.
Por aqui, já tivemos a oportunidade de estudar com mais atenção, algumas mulheres pretas e vamos deixar como indicação algumas recomendações importantes para que também possam conhecer:
FERREIRA, Maria Teresa. A menina que lia o vento. Rio de Janeiro: Metanoia, 2022.
GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, p. 223-244.
SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se Negro ou as Vicissitudes da Identidade do Negro Brasileiro em Ascensão Social. Rio de Janeiro: Edição Graal, 1983.
DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.
Que este dia seja também de reflexão, para que a luta das mulheres seja sempre abarcada por todas as formas de ser, sob o risco de agravarem as desigualdades raciais, sociais e políticas do nosso país.
Seguimos todes juntes nessa luta! ✊🏾