No 08 de março fizemos uma postagem crítica sobre o Dia Internacional da Mulher e agora no dia 25 de julho somos solidárias/os ao Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha, data incorporada no Brasil ao Dia de Tereza de Benguela em 2014 pela lei 12.987/2014.

Tereza liderou no século XVIII o quilombo do Quaritetê na capitania do Mato Grosso que, sob forte repressão, resistiu a ofensiva dos portugueses. Assim como Tereza de Benguela, muitas outras mulheres foram apagadas da história nacional, além do não reconhecimento dos seus protagonismos na construção histórica do Brasil e da América Latina.

Enquanto grupo de estudos, o Baobá também se firma na retomada histórica de mulheres que construíram a nossa sociedade e se compromete com a visibilidade das suas experiências e ideias. Felizmente, hoje possuímos um acumulo de produções críticas (inclusive acadêmicas) que pautam as discussões de gênero em interseção com os estudos sobre raça e racismo no Brasil, resultado do incansável trabalho de muitas mulheres que resistiram e resistem a estrutura racista nos espaços de produção de conhecimento em coletivos, partidos, universidades, etc.

Que possamos construir uma sociedade em que mulheres pretas, latino-americanas (e não brancas em geral) possam viver a potência das suas ideias sem medo!

Aproveitamos a ocasião celebrativa para reforçar o convite para o nosso encontro de quinta-feira (27/07/2023) em que iniciaremos as discussões em torno da obra de Lélia Gonzalez (indicação de leitura abaixo):

Referências:

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: Ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Editora Schwa rcz S.A ., 2020.